Após 12 anos, o retorno: de volta ao Grünwalder Stadion

12 anos de espera. 12 anos de angústia. Quando o Munique 1860 passou a mandar os seus jogos na Allianz Arena, em 2005, muitos torcedores já ficaram com um pé atrás. A desconfiança aumentou com os grandes custos do estádio e, com a venda das ações da arena pro grande rival citadino, o baque foi grande. Os leões não passavam de inquilinos jogando no terreno do seu maior inimigo. Pro torcedor azul, obviamente, uma catástrofe. Os Ultras, com uma visão mais radical, apoiavam a volta do clube ao Estádio Grünwalder de qualquer forma, mesmo que isso custasse o rebaixamento do clube, já que a antiga casa dos leões não possui a licença necessária para jogos da segunda divisão. Compreensível, já que o 1860 se tornava cada vez mais um clube artificial jogando longe de suas origens. E custou o rebaixamento. Custou o não pagamento da licença para a disputa da 3.Liga. Custou, e no fim, vai acabar valendo à pena. Na Regionalliga Bayern, seria bizarro mandar os jogos na Allianz Arena. Pois bem, contrato de aluguel encerrado. Volta à casa? Sim. Acordo com a prefeitura de Munique e, pra felicidade de sua torcida, a volta à Giesing era certa. Filas longas foram formadas na venda dos ingressos, que foram vendidos rapidamente. Uma mobilização gigante, que tomou conta da cidade, misturada a ansiedade dos leões. E hoje, na segunda rodada da divisão regional bávara – uma das que compõe a quarta divisão – o Sessenta voltou a mandar um jogo oficial no Grünwalder Stadion. Grande Grünwalder Stadion. No bairro de Giesing, casa do clube. Palco do maior título da história azul: a Bundesliga de 1966. O que o torcedor celeste tantou esperou por anos, enfim se realizou. Os torcedores mais velhos, parte significativa e importante da torcida, foram vistos em grande número nas arquibancadas, coisa que não se via mais na Allianz Arena. Os Ultras, felizes da vida, cantaram os 90 minutos. E o time, em campo, não decepcionou. Vitória por 3 a 1, gols de Muaersberger, Gebhart e Mölders – curiosamente, os três principais nomes do elenco do clube, jogadores que decidiram ajudar na reconstrução do Sechzig – assim selando o segundo triunfo em duas partidas. Não poderia ter sido melhor. E ainda vai ter mais, muito mais. Após 12 anos, mesmo que na maior crise do clube, na complicada quarta divisão, o torcedor do 1860 pôde, enfim, sentir a verdadeira essência do clube novamente.

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